Ei, prazer. Ei, que prazer o quê, você é muito sem noção. Mentira, você é legal. Eu não lembro seu nome. Mas já vi seu perfil no facebook, antes mesmo de saber quem era você. Eu quero seu amigo que não veio. Não quero mais, ele perdeu. Vou no banheiro. Já senti sua falta. Me dá um pirulito. Não, não vou te beijar. Tá, te beijo, mas só um pouquinho. Agora chega, vou no banheiro. Casa comigo? Só se você se levantar daí. Casa comigo? Só se for aqui. Não quero mais ficar com você. Quero sim, volta aqui e pára de olhar pra essas pernas de fora. Não vou subir com você. Eu queria ficar mais tempo com você. Até o dia amanhecer. Me dá uma bala? Não quero mais, toma ela de volta. Vamos abrir uma vodka. Não, quero um champagne desta vez. Vou te passar meu telefone, mas até parece que você vai ligar. Me passa o seu. Esse nosso tchau parece mais um adeus. Não quero ir embora, você não quer que eu vá embora. Fui embora. Bom dia, meu amor. Bom dia, xuxuzinho! Já estou morrendo de saudades, quero te ver antes de ir embora. Não quero criar esperanças. Não quero te ver. Já estou te vendo. Não vou te beijar de novo. Já estou te beijando. Não vou aparecer de mãos dadas com você. Nossos dedos já estão entrelaçados. Não vou te beijar aqui. Você me rouba um beijo e junto um sorriso.
Adeus de novo. Que adeus o quê, estou preocupada com você. Chegou? Que bom. Silêncio agora definirá muito bem. Preciso de um favor, quero voltar. Quero você de volta.
Me nego a aparecer. Você aparece. Ei, já esqueceu de mim? Volta aqui. Não! Você que esqueceu de mim. Não vou deixar você esquecer de mim. Só mais uma mensagem, com alguns planos. Entro no seu perfil, não quero mais você. Mais uma mensagem e mais alguns poucos planos. Quero casar com você. Saudade tá aqui. Acaba com ela logo. Vem.
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quinta-feira, 9 de agosto de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
Até quando...
E de repente ela abriu os olhos. Primeiro o teto, havia um lustre que ela era acostumada a ver no seu quarto, mas agora ele estava em outro teto. Olhou pra parede, tinha uma imagem de Londres montada em um quebra-cabeças já com moldura e tudo. Olhou para o chão ao seu lado esquerdo, algumas roupas jogadas ali, e assim que olhou para sua direita enxergou uma janela azul, daquelas de madeira, bem antiga, e lá de fora uma paisagem verde, com um céu mais azul que nunca e uma vontade de nunca mais sair daqueles lençóis.
Ela demorou cerca de três minutos para situar sobre o que havia acontecido ali. A história estava mais séria do que ela tinha intenção. De brincadeira, passou a algo muito sério. E ele voltou pro seu lado.
E tudo que ela menos queria, ele fez. Ela ainda estava sob o êxtase e adrenalina. Ele começou a beijar seu rosto, beijar sua boca, fazer carinho em seus cabelos. E só o que ele sabia era elogiá-la, chamá-la de linda, anjo e dizer o quanto gostava dela.
Enquanto isso ela rezava para que ou aquele momento nunca mais passasse, ou que ela não se apaixonasse. Então o pior aconteceu.
Parecia um raio caindo sobre seu corpo, ela sentiu uma eletricidade percorrer todo seu corpo, suas bochechas corarem e teve vontade de parar todos os relógios do mundo. Já era tarde. Tanto no relógio quanto no seu coração.
Ele não podia ser seu. Nunca seria. E ela já era todinha dele. Pra todo o sempre.
(...)
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